terça-feira, 13 de abril de 2010

4. Quimundacadum

- Onde se encontra agora?
- Eu não sei, mas alguém sabe onde realmente está?
- Realmente não.
- E nem eu sei onde estou.
- Ninguém pensa em seus medos.

Auia e André voam em meio a tempestade em direção a Quimundacadum, na tempestade André pode observar que a bolha de ar que os cerca fica visível. Devido a velocidade que viajam a água desenha linhas meridionais em torno da bolha. Portanto André fica imaginando o que o mantém sustentado em sua viagem.

Auia fica concentrada apenas olhando para frente, logo ultrapassam a tempestade, sem as nuvens André pode ver uma imensa floresta que se estende até o horizonte.
Durante sua estada em Sideridom André percebeu que a população do mundo atual é formada quase exclusivamente de negros ou mestiços. Na verdade o único branco que viu até o momento foi Modechai, mas é um dito "deus". Isso faz André pensar um pouco num texto que lera a muito tempo. Segundo o texto se houvesse uma guerra nuclear ou bacteriológica, os alvos seriam centros econômico e tecnológicos. Ou seja regiões ricas de países de maioria branca. Tribos africanas e de demais povos isolados seriam poupados de uma hecatombe.

Provavelmente foi isso o que ocorreu pensa André enquanto Auia aterrissa num que parece ser uma pista de aterrissagem em cima de uma montanha. Geograficamente eles estão na região central de Quimundacadum - Isso faz André desejar um atlas atualizado do mundo em que está.
_ André, siga-me
_ Certo, que lugar é este?
_ Este é o lar dos homens sem sangue.
_ Vou me lembrar de não fazer perguntas cuja a respostas serão o que não entendo.
_ Se não perguntar como vai entender?
_ Desde quando repostas nos fazem entender?

Há um grande trapézio de concreto erguido numa elevação próxima é para lá que eles caminham, ao se aproximar de uma entrada da estrutura que tem a forma circular que abre na medida que se aproximam. Dentro dessa estrutura André fica diante do que parece ser um imenso laboratório. Limpo e bem conservado apesar dos visíveis desgastes causados pelo tempo.

- Bem vindos ao laboratório central. - Diz um homem sem cabelos vestido de uma roupa colante cinza claro. André simplesmente diz: - Oi.
Auia se coloca diante de André e fala:

- Aqui você vai entender parte do processo, é bom ver e entender tudo que será visto.
Então mais homens e mulheres sem cabelos e dos mesmos colantes cinza apareceram, fazendo André perguntar:
- Quem são vocês?
- Somos os zeladores.
Auia intervém:
- Eles não são homens de sangue, são o que você chamaria de andróides.
- E o que fazem?
Um dos asteróides responde:
- Cuidamos da reconstrução da humanidade. Estamos aqui desde das trevas.
- E há quanto tempo foi isso?
- Nós não temos porque contar tempo não há mais humanos que interessam saber disto.

Os zeladores apesar da origem eram perfeitamente humanos, André percebeu que com roupas próprias do século XX poderiam andar nas ruas como pessoas comuns. Eles mantinham a Fortaleza Branca em perfeitas condições, as maquinas funcionavam bem apesar da idade, as instalações estavam limpas e todos os zeladores pareciam trabalhar continuamente, exceto os integrantes da comitiva que recebeu Auia e André.

André achando tudo fascinante não percebeu os dialogo de Auia com os Zeladores:
- Os preparativos para a viagem estão prontos?
O zelador que parece ser o responsável pela instalação responde:
- Sim Lady dos Ventos.

André começou a andar uns poucos metros em direção aos monitores com gráficos bem coloridos, onde se pode ver imagens do globo as mudanças mais marcantes ocorreram na costa do pacífico da América do Norte.

Auia conversa com os zeladores, mas André não presta atenção em suas conversas, uma vez que cada vez mais as imagens dos monitores prendem sua atenção. Nota que há sinalizações de cidades ao redor do planeta. Parece que uma nova civilização humana nasceu sem nenhuma ligação com o passado.

De tão maravilhado que André nem se perguntou da razão dos zeladores falarem em português.

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